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Google, Bing e o mercado de serviços de busca

Há muitos casos de marcas que ficaram  em tanta evidência que passaram a ser sinônimo de categoria. O cliente passa a confundir o que é marca e o que é produto, e os concorrentes praticamente são esquecidos do mercado. Um exemplo desse caso é a lâmina de barbear,  mais conhecida pela marca Gillette do que pelo próprio nome do produto.

O Google ganhou esse status. Mais do que isso, virou um verbo. Nos Estados Unidos “googlear” é o verbo para pesquisas online. Se você já entrou na internet e buscou por algo no Google, então já praticou essa ação.

Com uma marca forte e muito dinheiro em caixa, é inimaginável que alguém possa destroná-lo, certo? Não para o Bing.

A marca da Microsoft está investindo bilhões de dólares ao ano em uma ferramenta que ainda não gerou o resultado esperado, mas está longe de desistir da briga.

Não será fácil: Nos Estados Unidos o Google é o site de buscas para mais de 66% dos usuários, seguido pelo Yahoo com 16% e Bing com 12%.
No Brasil o cenário é ainda pior para a Microsoft: 89% para o Google e apenas 2% para o Bing.

Em artigo recente, o New York Times publicou alguns planos futuros para acabar com o monopólio nas buscas. Uma das inovações é que para as próximas versões o Bing possua um sistema de buscas diferenciado. Irá buscar ocorrências baseado no seu estilo de vida e fará algumas perguntas para oferecer resultados mais precisos. Se você procurar por “almoço” o buscador pode te perguntar pelo tipo de comida ou quando você está pensando em comer.

Outro trunfo do Bing é que seu sistema de buscas já está integrado com o Facebook e o botão curtir, permitindo visualizar quantas pessoas recomendaram o item buscado.

Além do desenvolvimento da ferramenta, uma frente que a Microsoft deve se basear é na publicidade. O case Bing/Jay Z (clique aqui para ver o post sobre o caso) fez com que o site entrasse pela primeira vez entrou na lista dos 10 sites mais acessados do planeta. Vale a pena conferir a ação.

Minha opinião é que o Google ainda é muito forte, e dividir o mercado de buscas ainda me parece algo longínquo, mesmo para uma empresa do tamanho da Microsoft.

Mas não diria que isso é definitivo. Uma boa tecnologia aliada a um crescente hábito de mudança dos consumidores pode gerar uma mudança no panorama desse mercado. Para isso acontecer não precisa ser uma gigante. Basta uma boa idéia.

E você, o que acha?

 

Este post foi escrito por André Tanesi. André é publicitário formado em comunicação social pela ESPM e com MBA pela ESIC em Madrid. Trabalhou na área de marketing de grandes empresas varejistas nos setores de construção e farmacêutico. Ele já escreveu 54 artigos no blog.